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áudio: webht |
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18/02/10 |
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©Ricardo Labuto Gondim Há pouco mais de 15 anos a revista PC Magazine Brasil estampou na capa a novidade do cd-rom. Como título, uma única palavra em caracteres babilônicos: multimídia. Foram páginas e páginas de textos, fotos e gráficos em Technicolor alardeando a revolução da educação, do entretenimento e da civilização em geral. Você lembra da enciclopédia Encarta, um único cd-rom destinado a ser a obra mais importante desde o Iluminismo? Do Multimídia Stravinsky sobre A Sagração da Primavera? Do Multimídia Beethoven com a IX Sinfonia? Da astronomia à culinária foram lançados milhares de títulos. Nenhuma linhagem prosperou, mesmo entre crianças livres da blindagem da cultura, da convenção e do hábito. Quem não acumulou metros desses disquinhos, que a gente nem lembra onde guardou – se é que guardou.
Uns poucos eleitos enxergaram, a revolução não estava na poeira envernizada, mas na aplicação do “hipertexto”: um texto como este aqui, navegável, cercado de links por todos os lados, convidando à dispersão ou ao aprofundamento; a interface essencial da revolução autêntica, a internet. O logos eletrônico entrou no ar há pouco mais de dez meses. O artigo inaugural pretendia discutir as tendências da indústria e a convergência de mídias – de quebra, oferecendo previsões onde o sonho talvez conspire contra a razão (clique aqui, seja um bom menino e leia depois). No que tange à incorporação do microcomputador e da internet aos sistemas de entretenimento doméstico, o falsamente arguto autor do texto – no caso, eu – não trouxe novidade nenhuma. Essas coisas são esperadas há anos. Só que agora, com o Windows Vista, a pressão do marketing sobre o lado escuro do cérebro (aquela área da inconsciência-nossa-de-cada-dia em que o marketing se apóia) será cada vez maior. E já vi gente gastando os tubos ou recomendando que você gaste os tubos em hardware para incorporar o micro e a web ao Home Theatre (o seu precioso HT).
Se você está “estribado” nem precisa responder. Ligue agora mesmo para o cara que te “assessora” (é incrível como os estribados têm assessores grudados às jugulares como rêmoras) e deixe-o cuidar de tudo. Existem gabinetes de CPU assinados por designers famosos, nem a decoração será comprometida. Mas se a grana não está vazando pela válvula de segurança, ou se você entende que a tecnologia existe para servir ao homem e não o contrário, considere:
A internet é tão essencial que pode nos levar a pensar – com absoluta naturalidade – que já devia estar incorporada ao HT. Mas ela está longe, muito longe da maturidade dos 130 anos da indústria de áudio incorporados ao seu receiver. Quando a Grande Rede começou a esquentar nos EUA, Bill Gates pensou que fosse um fenômeno passageiro, idêntico ao “caso multimídia” que ajudou a pagar a renovação da adega. Quando percebeu o erro, escreveu um livro, fez declarações entusiasmadas e divulgou a antevisão de tudo o que temos hoje e ainda teremos no futuro. Aqui há sabedoria: a. ninguém é
brilhante 100% do tempo. Não sei quanto a você, mas eu posso
esperar também. |
Este site foi atualizado em 12/08/09